"Cantar é atar nós/E desatar, feliz" (Bruna Caram/ Caê Rolfsen)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

De Niterói para o mundo: todo o talento e versatilidade de Guilherme Schwab










Pense em alguém que respira e transpira música. Sabe aquela pessoa que impressiona não só pelo alto conhecimento musical que possui, mas por trazer estampado na cara o amor por aquilo que faz? Pois bem, assim pode ser definido o músico, multi-instrumentista, cantor, compositor e produtor musical Guilherme Schwab: alguém que é a música em pessoa.

Nascido e criado em Niterói (RJ), sua relação com o mundo musical aflorou desde muito cedo. Incentivado pelo pai que tinha uma banda e tocava em festas de família e também pela mãe que sempre o levava em shows, começou, aos nove anos, com as aulas de violão e, pouco tempo depois, iniciou os estudos de guitarra no Conservatório Brasileiro de Música, em Niterói.

Suas influências musicais são muitas e bastante ecléticas. Sempre curtiu muito rock dos anos 60 e 70, e, como bom guitarrista que se preze, é fã de Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Keith Richards, Eric Clapton e George Harrison. Fora esses, curte também Bob Brozman, Paul McCartney, Luiz Gonzaga e Almir Sater. Além do rock, ouve muito blues, reggae, jazz, choro, baião, mantras e tudo o mais que aparecer pela frente.

Apesar de formado em Jornalismo – “acabei escolhendo esse curso por achar que tinha a ver comigo; essa coisa de gostar de pesquisar, escrever, enfim, acho que isso é muito a minha praia” – o carioca seguiu mesmo pelo caminho da música. Autodidata em alguns instrumentos, vive pesquisando novos sons. Toca, além da guitarra, violão, lap steel (também conhecida como guitarra havaiana) e ukulele. “Na real eu sou um curioso! Me amarro em sonoridades e instrumentos diferentes, tô tentando aprender todos eles! Agora estou me aventurando com a viola caipira, gaita e o didgeridoo”.

Além de tocar, Guilherme também compõe, canta e produz novos artistas. Se tem preferência por alguma dessas áreas? Difícil dizer. “Tocar sempre foi minha atividade principal. Compor pra mim é algo que acontece espontaneamente; têm épocas que tenho mais ideias, outras menos e por aí vai. Cantar é algo que ainda estou em busca, gostaria de me sentir tão confortável cantando como me sinto quando estou tocando. E produzir é demais, é onde podemos colocar as ideias pra fora, estar no estúdio e testar coisas novas, trocar com outros músicos num ambiente mais calmo que o show. Produzir um artista novo é se renovar, é tentar captar a sonoridade que ele quer e se encaixar ali”.

Guilherme já tocou com grandes nomes da música popular brasileira, como Pepeu Gomes, Ritchie, Preta Gil, Sandra de Sá, Línox, Dan Torres e Taryn Szpilman. Se gostaria de dividir o palco com outros artistas?  “No Brasil, gostaria de tocar com Almir Sater, Frejat, Alceu Valença e muitos outros. De fora, meu maior sonho seria tocar com Paul McCartney, com certeza! rs”.

E o que, afinal, move Schwab? Sua paixão pela música, por tocar; o desejo de continuar sempre. Seu combustível é pesquisar sons novos, testar, se movimentar, se reinventar. Sua personalidade inquieta e curiosa talvez seja o que mais chame a atenção das pessoas. De jeito simples, sorriso fácil e alegria espontânea e contagiante, o músico te ganha logo na primeira conversa – é quase impossível não se deixar envolver.

Atualmente está produzindo seu primeiro disco. “Esse disco é o que posso chamar de uma síntese de mim no momento. É um pouco da bagagem que carrego depois algum tempo tocando por aí e também um pouco da mistura dos instrumentos que venho estudando com composições novas e antigas minhas”, explica. O CD contém oito faixas cantadas e uma instrumental. O nome do disco é “Pangea” (do grego, PAN: inteiro, todo e GEA: terra), nome dado ao supercontinente que existiu milhões de anos atrás. A palavra origina-se pelo fato de todos os continentes estarem juntos, formando apenas um bloco de terra. Com o tempo a Pangea se fragmentou, formando aos poucos a configuração que temos hoje. 

“Na minha cabeça o mundo, depois da internet, se transformou numa Pangea novamente. Ela tem o poder de nos aproximar e foi através dela que fui aprendendo a tocar os instrumentos que gravei no disco. Fui aprendendo lentamente, às vezes olhando outras pessoas tocando ou ensinando nos vídeos, lendo artigos, etc... Na real, continuo aprendendo, sempre”, avalia. “Acho que isso é um resumo do que esse disco representa pra mim. É a minha concepção, cada um tem a sua Pangea ou pode construí-la”, finaliza. A previsão de lançamento oficial é o fim do ano. Sair em turnê faz parte de seus planos, mesmo sabendo da dificuldade que é para um artista independente lançar seu trabalho num mercado concorrido como é o fonográfico.

Talentoso, versátil, curioso, inquieto, envolvente, cativante. Assim é Guilherme Schwab!


E essa aqui é uma prévia do que está por vir:




por Bia Anchieta

4 comentários:

  1. Eu quero estar no primeiro show, afinal é sempre muito bom ouvi-lo tocar, meu querido!

    Sucesso, sempre!

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  2. Marise Monteiro é donabiologia... rsrs

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  3. Show! tanto o Gui quanto a matéria. Estourando semana que vem vou postar algo no meu musicGeneration sobre o Pangea. Se quiserem conferir... serão bem vindos! AH! Parabéns pela matéria!

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